{"id":15547,"date":"2025-08-18T18:54:24","date_gmt":"2025-08-18T17:54:24","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=15547"},"modified":"2025-08-21T12:12:47","modified_gmt":"2025-08-21T11:12:47","slug":"mais-um-artista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=15547","title":{"rendered":"Mais um artista"},"content":{"rendered":"\n<p>Um soci\u00f3logo que j\u00e1 quis fundar uma TV ilegal e agora faz uns coment\u00e1rios na r\u00e1dio do Gra\u00e7a, resolveu armar-se em intelectual e escreveu um artigo a dizer que a mudan\u00e7a em Angola n\u00e3o se faz com o MPLA.<\/p>\n\n\n\n<p>O dito soci\u00f3logo revela uma leitura simplista e profundamente enviesada da realidade pol\u00edtica angolana. Ao reduzir meio s\u00e9culo de hist\u00f3ria nacional \u00e0 caricatura de um partido \u00fanico e imobilista, ignora deliberadamente o papel estruturante que o MPLA desempenhou na constru\u00e7\u00e3o do Estado, na defesa da soberania e na promo\u00e7\u00e3o da paz. <\/p>\n\n\n\n<p>A cr\u00edtica, embora revestida de linguagem acad\u00e9mica e refer\u00eancias internacionais antiquadas, falha em reconhecer que Angola n\u00e3o \u00e9 o M\u00e9xico, nem o MPLA \u00e9 o PRI. Cada contexto exige an\u00e1lise pr\u00f3pria, e a realidade angolana n\u00e3o se resume a f\u00f3rmulas importadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O MPLA n\u00e3o \u00e9 apenas um partido \u2014 \u00e9 uma for\u00e7a hist\u00f3rica que liderou a luta pela independ\u00eancia, enfrentou d\u00e9cadas de guerra civil e foi capaz de garantir estabilidade num pa\u00eds profundamente marcado por divis\u00f5es internas e desafios externos. <\/p>\n\n\n\n<p>A sua perman\u00eancia no poder n\u00e3o se deve a manipula\u00e7\u00f5es, como insinua o artigo, mas \u00e0 confian\u00e7a reiterada do povo angolano nas urnas. Reduzir essa legitimidade a um \u201cmenu da fraude\u201d \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 ofensivo, como perigoso: mina a credibilidade das institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas e alimenta narrativas de deslegitima\u00e7\u00e3o que pouco contribuem para o fortalecimento da cidadania. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>O MPLA sempre ganhou as elei\u00e7\u00f5es, o MPLA sempre derrotou a UNITA. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A UNITA violenta est\u00e1, de novo, a tentar chegar ao poder, agora por um conjunto de guerrilha urbana e digital. Vai ser derrotada, no terreno e nas urnas, quando for o tempo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A ideia de que o MPLA deve ser afastado para que Angola avance ignora que nenhuma transforma\u00e7\u00e3o duradoura se faz sem di\u00e1logo, inclus\u00e3o e responsabilidade hist\u00f3rica. <\/p>\n\n\n\n<p>O partido tem demonstrado abertura \u00e0 reforma, \u00e0 diversifica\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica e \u00e0 moderniza\u00e7\u00e3o institucional. A mudan\u00e7a n\u00e3o exige a exclus\u00e3o do MPLA, mas sim o seu compromisso cont\u00ednuo com o progresso. <\/p>\n\n\n\n<p>Apostar na ruptura total \u00e9 apostar no vazio \u2014 e Angola j\u00e1 pagou caro por aventuras pol\u00edticas sem rumo. O futuro constr\u00f3i-se com todos, e o MPLA, com a sua experi\u00eancia e representatividade, \u00e9 a for\u00e7a essencial dessa constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um soci\u00f3logo que j\u00e1 quis fundar uma TV ilegal e agora faz uns coment\u00e1rios na r\u00e1dio do Gra\u00e7a, resolveu armar-se em intelectual e escreveu um artigo a dizer que a mudan\u00e7a em Angola n\u00e3o se faz com o MPLA. O dito soci\u00f3logo revela uma leitura simplista e profundamente enviesada da realidade pol\u00edtica angolana. 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