{"id":14689,"date":"2025-04-25T17:15:58","date_gmt":"2025-04-25T16:15:58","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=14689"},"modified":"2025-04-28T08:48:11","modified_gmt":"2025-04-28T07:48:11","slug":"o-fim-do-principio-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=14689","title":{"rendered":"O Fim do Princ\u00edpio"},"content":{"rendered":"\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 nem ser\u00e1 o princ\u00edpio do fim, Angola j\u00e1\u00a0conquistou a eternidade porque \u00e9 patrim\u00f3nio dos angolanos livres, homens da terra angolana, com alma enraizada no ch\u00e3o que lhe pertence por direito identit\u00e1rio. Mas esta conquista est\u00e1 ferida por uma beliger\u00e2ncia ancestral, movida por interesses antag\u00f3nicos, que se disfar\u00e7aram na euforia da conquista, mas que hoje se manifesta inconveniente e insuport\u00e1vel na constru\u00e7\u00e3o da Na\u00e7\u00e3o angolana.<\/p>\n\n\n\n<p>Ultrapassamos os tempos da liberta\u00e7\u00e3o, sepultamos um colonialismo secular, herdamos grilhetas e fronteiras que nos dividem ferozmente, muita gente se enganou, outros infelizmente confundiram o Pa\u00eds com uma coutada e fizeram-se donos esquecendo-se que a P\u00e1tria era de todos.<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Louren\u00e7o iniciou uma mudan\u00e7a profunda, mexeu com os instalados e seus c\u00famplices, tornou Angola na rota do desenvolvimento, credibilidade\u00a0e estabilidade, mas esbarrou num Estado capturado por v\u00edcios, com engrenagens emperradas em compromissos institucionalizados, e com um espectro pol\u00edtico que atingiu a caducidade, com uma Rep\u00fablica musculada em que o Chefe de Estado dispersa sinergias na imensid\u00e3o das incompreens\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Conquistado que est\u00e1 o espa\u00e7o na cena global, tornam-se cada vez mais exigentes as respostas aos desafios, um Pa\u00eds democr\u00e1tico tem de ter uma identidade pol\u00edtica e uma alternativa diferenciadora concepcional, o MPLA est\u00e1 filiado na Internacional Socialista, facilmente pode assumir uma identidade filos\u00f3fica cred\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 milagres, tem de haver coragem, h\u00e1 hoje em Angola, na sociedade mais esclarecida um\u00a0consenso \u00e0 volta de uma Refunda\u00e7\u00e3o do\u00a0Estado, algo profundo sem pressas, sem\u00a0contempla\u00e7\u00f5es ou ced\u00eancias ao aventureirismo, \u00e9 algo inevit\u00e1vel que ter\u00e1 um pre\u00e7o mais elevado quanto tardia for a execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os historiadores t\u00eam uma tarefa gigantesca, substitu\u00eddos os Movimentos, h\u00e1 um momento hist\u00f3rico que tem de ser contado nas escolas o mais rapidamente poss\u00edvel, nas p\u00e1ginas gloriosas residir\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o o homem angolano do futuro, gigantesco \u00e9 tamb\u00e9m o desempenho\u00a0que caber\u00e1 ao Senhor Presidente da Rep\u00fablica na sua execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 nem ser\u00e1 o princ\u00edpio do fim, Angola j\u00e1\u00a0conquistou a eternidade porque \u00e9 patrim\u00f3nio dos angolanos livres, homens da terra angolana, com alma enraizada no ch\u00e3o que lhe pertence por direito identit\u00e1rio. 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