{"id":12876,"date":"2024-08-13T09:12:12","date_gmt":"2024-08-13T08:12:12","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=12876"},"modified":"2024-08-16T11:25:50","modified_gmt":"2024-08-16T10:25:50","slug":"aja-sem-juizo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=12876","title":{"rendered":"AJA sem ju\u00edzo"},"content":{"rendered":"\n<p>L\u00ea-se e n\u00e3o se acredita. <\/p>\n\n\n\n<p>A AJA (Associa\u00e7\u00e3o dos Ju\u00edzes Angolanos) veio a terreiro, oficialmente, atrav\u00e9s da sua vice-presidente, Elisandra Manuel, admitir a viola\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da imparcialidade por parte de alguns magistrados judiciais, por alegadamente temerem por repres\u00e1lias, acrescentando que muitas senten\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o cred\u00edveis. <\/p>\n\n\n\n<p>Aparentemente, as afirma\u00e7\u00f5es da vice-presidente da AJA n\u00e3o concretizaram casos concretos, lan\u00e7ando assim um manto de suspei\u00e7\u00e3o sobre toda a magistratura judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou h\u00e1 casos concretos e compete \u00e0 AJA denunci\u00e1-los e levar as autoridades a investig\u00e1-los ou n\u00e3o h\u00e1. <\/p>\n\n\n\n<p>O que n\u00e3o pode existir \u00e9 esta tend\u00eancia absurda que se repete em Angola de falar sem provas e dizer mal de tudo. \u00c9 evidente que com estas declara\u00e7\u00f5es, de futuro, qualquer tribunal estrangeiro poder\u00e1 lan\u00e7ar para o lixo qualquer decis\u00e3o angolana, dizendo que os pr\u00f3prios ju\u00edzes angolanos acham que as suas decis\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o cred\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p> Isto \u00e9 o n\u00edvel zero da argumenta\u00e7\u00e3o. A rebaldaria e falta de sentido de Estado vai atingindo todos os \u00f3rg\u00e3os. Toda a gente acha que pode falar \u00e0 toa. N\u00e3o \u00e9 assim. A liberdade de express\u00e3o tem limites constitucionais e legais que devem ser cumpridos.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto destas afirma\u00e7\u00f5es da AJA que colocam em caso a Constitui\u00e7\u00e3o e o Estado de Direito, a PGR deveria abrir um inqu\u00e9rito formal. E ou a AJA tem provas do que afirmou ou os seus respons\u00e1veis, ju\u00edzes ou n\u00e3o, deveriam ser confrontados, como diz o primeiro-ministro ingl\u00eas, com todo o peso da lei. <\/p>\n\n\n\n<p>Isto \u00e9, ou a AJA apresenta os casos a que se refere, ou os ju\u00edzes que proferiram estas graves declara\u00e7\u00f5es devem ser acusados e eventualmente condenados. Esta impunidade de falar \u00e0 toa, que se est\u00e1 a tornar uma maldi\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o democr\u00e1tico, tem de acabar. E n\u00e3o podem ser os ju\u00edzes a contribuir para degradar ainda mais o espa\u00e7o p\u00fablico. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>L\u00ea-se e n\u00e3o se acredita. A AJA (Associa\u00e7\u00e3o dos Ju\u00edzes Angolanos) veio a terreiro, oficialmente, atrav\u00e9s da sua vice-presidente, Elisandra Manuel, admitir a viola\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da imparcialidade por parte de alguns magistrados judiciais, por alegadamente temerem por repres\u00e1lias, acrescentando que muitas senten\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o cred\u00edveis. 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