{"id":11930,"date":"2024-02-12T08:03:00","date_gmt":"2024-02-12T07:03:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=11930"},"modified":"2024-02-15T12:00:56","modified_gmt":"2024-02-15T11:00:56","slug":"falar-a-toa-pode-ser-crime-atencao-moco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=11930","title":{"rendered":"Falar \u00e0 toa pode ser crime: aten\u00e7\u00e3o Moco"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma grande parte dos intelectuais angolanos t\u00eam uma mania, que \u00e9 falar \u00e0 toa sem saber o que dizem, nem estudar os assuntos sobre que falam. Dizem a primeira coisa que lhes vem \u00e0 cabe\u00e7a, que reflecte apenas os seus alinhamentos partid\u00e1rios ou quem lhes paga.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante muito tempo este falar \u00e1 toa beneficiou aqueles que apoiavam Jos\u00e9 Eduardo dos Santos. Corrompidos e ansiosos de agradar para obter vantagens variadas, repetiam-se nas TVs, nas r\u00e1dios e nos jornais a repetir not\u00edcias do para\u00edso que era Angola e a ridicularizar quem n\u00e3o concordava com eles. O tempo mudou, e muitos desses agora descobriram que afinal eram ferozes defensores dos direitos humanos, da democracia e do estado de direito.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora o falar \u00e0 toa, tornou-se no desporto favorito para maldizer Jo\u00e3o Louren\u00e7o. Poem-lhes o microfone \u00e0 frente e nem pensam, toca a dizer algo de mal sobre Jo\u00e3o Louren\u00e7o, sempre. Falam de casos judiciais que n\u00e3o conhecem, dizendo que n\u00e3o est\u00e3o decididos, quando j\u00e1 est\u00e3o, de economia, quando n\u00e3o sabem ler n\u00fameros, apoiam a China quando antes eram da Am\u00e9rica. O disparate abunda nas interven\u00e7\u00f5es dos especialistas sobre Angola. O que conta \u00e9 atacar o governo, porque ali\u00e1s s\u00f3 t\u00eam espa\u00e7o de antena se atacarem, caso contr\u00e1rio, s\u00e3o remetidos ao sil\u00eancio. Actualmente, n\u00e3o se consegue defender o governo em nenhuma esta\u00e7\u00e3o privada, jornal privado ou ag\u00eancia internacional. A\u00ed s\u00f3 entram os detractores.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 certo ponto, embora desequilibrado, essa \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o da liberdade de express\u00e3o. Mesmo dizendo disparates ou errando, pode-se e deve-se falar.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferente, \u00e9 quando se acusa o Presidente da Rep\u00fablica de cometer crimes. Foi nessa \u00e1rea que Marcolino Moco entrou na sua \u00faltima entrevista. Disse que o Presidente da Rep\u00fablica o tinha tentado corromper. Acusou o Presidente da Rep\u00fablica de ser um corruptor. Ora estamos perante uma acusa\u00e7\u00e3o grave. Moco afirmou que o Presidente da Rep\u00fablica tentou cometer um crime. Talvez seja tempo de estes personagens que falam \u00e0 toa perceber que h\u00e1 limites na lei. E onde come\u00e7a a acusa\u00e7\u00e3o de crime, acaba a impunidade. Eu levaria o doutor Moco a Tribunal para explicar a acusa\u00e7\u00e3o. Os faladores t\u00eam de perceber que a asneira n\u00e3o \u00e9 livre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma grande parte dos intelectuais angolanos t\u00eam uma mania, que \u00e9 falar \u00e0 toa sem saber o que dizem, nem estudar os assuntos sobre que falam. Dizem a primeira coisa que lhes vem \u00e0 cabe\u00e7a, que reflecte apenas os seus alinhamentos partid\u00e1rios ou quem lhes paga. 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