{"id":11735,"date":"2024-01-07T13:02:41","date_gmt":"2024-01-07T12:02:41","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=11735"},"modified":"2024-01-11T13:57:21","modified_gmt":"2024-01-11T12:57:21","slug":"nova-republica-e-nova-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=11735","title":{"rendered":"Nova Rep\u00fablica e Nova Economia"},"content":{"rendered":"\n<p>Temos defendido que a Nova Rep\u00fablica n\u00e3o \u00e9 uma mera troca de texto constitucional ou de leis. \u00c9 essencialmente um novo esp\u00edrito que tem de se reflectir em todas as \u00e1reas.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das \u00e1reas fundamentais \u00e9 a economia. Este, e os pr\u00f3ximos, s\u00e3o os anos da Economia em Angola, e para terem sucesso h\u00e1 que apresentar um novo modelo econ\u00f3mico adequado \u00e0 realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje est\u00e1 esquecido que a \u00c1frica p\u00f3s-independ\u00eancias nos anos 1960s come\u00e7ou por ter assinal\u00e1vel sucesso econ\u00f3mico, imitando os modelos asi\u00e1ticos. Foi s\u00f3 a partir de 1975, fruto do choque petrol\u00edfero e das v\u00e1rias convuls\u00f5es internas e mundiais que o continente come\u00e7ou a sua caminhada rumo ao descalabro econ\u00f3mico. Anos de socialismo marxista s\u00f3 trouxeram pobreza e mis\u00e9ria, enquanto anos de receitas demasiado liberais propostas pelo FMI (que muitas vezes n\u00e3o as aplica nos pa\u00edses Ocidentais) apenas criaram pequenas bolsas de crescimento que n\u00e3o se traduziram num progresso real.<\/p>\n\n\n\n<p>A via para  a Nova Economia Africana tem de ser um via mista, semelhante \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o europeia do p\u00f3s II Guerra Mundial, em que o Estado e o sector privado criem condi\u00e7\u00f5es de colabora\u00e7\u00e3o para o estabelecimento de institui\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas que funcionem, empresas, escolas de gest\u00e3o, mercados, etc, ao mesmo tempo que uma opera\u00e7\u00e3o conjunta faz crescer a economia. N\u00e3o se pense que o Estado pode ser respons\u00e1vel por tudo, mas n\u00e3o se acredite que apenas o mercado (que muitas vezes n\u00e3o existe) tudo far\u00e1. Temos de pensar num Estado Empreendedor como prop\u00f5e Mariana Mazzucato. Ela argumenta que o governo deve financiar a maior parte da investiga\u00e7\u00e3o e desenvolvimento inicial que o sector privado capitaliza. Tamb\u00e9m argumenta que as despesas governamentais estrat\u00e9gicas desempenharam um papel fundamental no est\u00edmulo ao crescimento econ\u00f3mico ao longo da hist\u00f3ria. Um dos exemplos que  d\u00e1 \u00e9 o iPhone, que muitas vezes \u00e9 visto como fruto da mente genial de Steve Jobs e da empresa que ele ajudou a se tornar uma marca global de bili\u00f5es de d\u00f3lares, a Apple. Por\u00e9m, muitas das tecnologias mais marcantes do aparelho s\u00e3o fruto de pesquisas financiadas pelo estado americano, como a tela sens\u00edvel ao toque e a assistente virtual ativada por voz, Siri.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 este tipo de Estado Empreendedor e aliado ao sector privado que deve ser a base da Nova Economia na Nova Rep\u00fablica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Temos defendido que a Nova Rep\u00fablica n\u00e3o \u00e9 uma mera troca de texto constitucional ou de leis. \u00c9 essencialmente um novo esp\u00edrito que tem de se reflectir em todas as \u00e1reas. Uma das \u00e1reas fundamentais \u00e9 a economia. 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