{"id":11663,"date":"2023-12-20T09:37:25","date_gmt":"2023-12-20T08:37:25","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=11663"},"modified":"2023-12-26T11:23:42","modified_gmt":"2023-12-26T10:23:42","slug":"ressonancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=11663","title":{"rendered":"Resson\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"\n<p>Procuram-se solu\u00e7\u00f5es em todo mundo, dogmas moribundos, utopias cristalizadas, confrontam-se no modernismo o pragmatismo e a anarquia. A hist\u00f3ria repete-se, voltamos ao s\u00e9c. XIX onde se confrontaram o anarquismo de Pierre Joseph Proudhon, Pol\u00edtico, fil\u00f3sofo, anarquista e socialista franc\u00eas (1809-1865), e o espectro comunista de Friedrich Engels, Fil\u00f3sofo pol\u00edtico alem\u00e3o e socialista revolucion\u00e1rio (1820-1895) e de Karl Marx, fil\u00f3sofo alem\u00e3o (1818-1883), que cozinharam os extremismos assassinos do Fascismos, Nazismo, Estalinismo, Maoismo, e a barb\u00e1rie de Pol Pot. <\/p>\n\n\n\n<p>Temos hoje em Angola, fruto do ventre de uma elite corrupta e d\u00e9spota, transversal \u00e0 sociedade, dentro e fora do espectro partid\u00e1rio, que na movimenta\u00e7\u00e3o dos seus interesses pessoais contribuem para a implanta\u00e7\u00e3o de uma anarquia, que paralisam a governa\u00e7\u00e3o, a economia, e o valores e princ\u00edpios da Democracia. <\/p>\n\n\n\n<p>Angola ainda vive reminisc\u00eancias do colonialismo, s\u00e3o feridas com 500 anos, a cicatriza\u00e7\u00e3o \u00e9 dificultada pelos mercen\u00e1rios agarrados ao passado, conquistamos uma identidade, mas n\u00e3o definimos um rumo. <\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nada para inventar, em 2017 a heran\u00e7a foi monstruosa, havia um colete de for\u00e7as a estrangular o pa\u00eds, d\u00edvida externa e interna, obras inacabadas, constru\u00e7\u00f5es sem requisitos de exig\u00eancia, h\u00e1bitos de ricos, um sonho que alienou a saciedade e silenciou a pol\u00edtica, ainda assim, Jo\u00e3o Louren\u00e7o aceitou o desafio, e se olharmos para tr\u00e1s, atentamente damos conta do caminho percorrido. <\/p>\n\n\n\n<p>O mundo, no espa\u00e7o e no tempo, sempre desafiou o homem e o seu futuro, desde a Gr\u00e9cia de Plat\u00e3o a Roma dos C\u00e9sares e Neros, o homem encontrou o mundo e j\u00e1 foi \u00e0 lua. <\/p>\n\n\n\n<p>Para quem nunca foi arrancado do ch\u00e3o que um dia o viu nascer, pode at\u00e9 ter a presun\u00e7\u00e3o que vive no centro do mundo, mas onde quer que estejamos, no espa\u00e7o e no tempo, somos o \u00ednfimo de planeta, de um universo, que s\u00f3 se vislumbra com humildade, e o passado, para quem quiser viver o presente e projetar o futuro, est\u00e1 com a paisagem tomada de \u00edcones das nossas sementes, das nossas plantas, neles revemos de onde viemos, neles reside a luz que nos indica o caminho do amanh\u00e3. <\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 um passado recente que nos liga ao presente, que nos faz meditar o futuro e envolve-nos numa preocupa\u00e7\u00e3o imensa, em tempos idos n\u00e3o muito distantes, vislumbramos incertezas e contradi\u00e7\u00f5es, que nos tr\u00e1s ao hoje, sem que haja inocentes ou culpados, sendo n\u00f3s mesmos v\u00edtimas de ser ativo ou passivo perante Sistemas que se multiplicaram e substituem-se, sempre assentes no ego\u00edsmo intrinsecamente ligado ao homem. <\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3crates (469 a.c.- 399 a.c.) Atenas, disse no julgamento contra as acusa\u00e7\u00f5es de Ameleto (S\u00f3 sei que nada sei), e tomando cicuta, cumpriu a senten\u00e7a de suic\u00eddio. Plat\u00e3o (427 a.c. &#8211; 347 a.c.), Atenas, em L\u00edsis narra a imortalidade da alma, exalta a amizade o amor, e em F\u00e9don, nos di\u00e1logos com o seu mestre, que (trocava tudo que sei por metade do que n\u00e3o sei), a evolu\u00e7\u00e3o traz-nos aos dias de hoje que h\u00e1 gente iluminada que sabe tudo. <\/p>\n\n\n\n<p>Nestes percursores da filosofia encontramos a humildade dos grandes, a cultura da sabedoria, e a mensagem \u00e9 interpretada consoante o interesse e at\u00e9, pela ignor\u00e2ncia que se generalizou nos mandantes contempor\u00e2neos, mas, em paragens mais s\u00e9rias, estas express\u00f5es s\u00e3o tidas como ensino e reflex\u00e3o de uma mensagem para as nossas vidas, quer em casa, quer entre multid\u00f5es. <\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 sei que nada sei por inteiro.<br>S\u00f3 sei que nada sei por completo.<br>S\u00f3 sei que nada sei que s\u00f3 eu saiba.<br>S\u00f3 sei que nada sei que outra pessoa n\u00e3o saiba. S\u00f3 sei que nada sei algo que no futuro n\u00e3o venha a saber. <\/p>\n\n\n\n<p>Neste caminho da vida que passa pelo tempo, mesmo longo, temos de encontrar em cada sol ou luar, que nos acompanham todos os dias, motiva\u00e7\u00e3o para que a idade n\u00e3o nos envelhe\u00e7a, temos de estar atentos, acompanhar e pensar sempre na mudan\u00e7a, n\u00e3o deixar-nos acompanhar por modas ou doutrinas que nos aprisionam ao modernismo implementado com esse fim. <\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na nossa Era, tivemos um Monge e fil\u00f3sofo brit\u00e2nico, Beda (673-735), que em orat\u00f3ria na sua terra natal, Reino da Nort\u00fambria, separou no pensamento os caminhos que nos conduzem ao fracasso, ou ao sucesso.<br>O fracasso assenta no seguinte:<br>1\u00ba &#8211; N\u00e3o ensinarmos o que sabemos.<br>2\u00ba &#8211; N\u00e3o praticarmos o que ensinamos.<br>3\u00ba &#8211; N\u00e3o perguntarmos o que ignoramos.<br>O sucesso:<br>1\u00ba &#8211; Com generosidade mental, ensinarmos o que sabemos.<br>2\u00ba &#8211; Com coer\u00eancia \u00e9tica praticar o que ensinamos.<br>3\u00ba &#8211; Com humildade intelectual perguntarmos o que n\u00e3o sabemos. <\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o estas as tr\u00eas trilhas virtuosas para o sucesso, exigem coragem para que aproveitemos a sorte, induz-nos a n\u00e3o envelhecer a cabe\u00e7a, a pr\u00e1tica, a percep\u00e7\u00e3o, ou seja, generosidade mental, coer\u00eancia \u00e9tica e humildade intelectual. <\/p>\n\n\n\n<p>Motiva-me esta escrita, na solid\u00e3o deste cantinho que me abriga, indigna\u00e7\u00e3o, inconformismo, o levantar o rabo do sof\u00e1 c\u00f3modo diante da televis\u00e3o, o n\u00e3o aceitar tanta promiscuidade a todas as horas. <\/p>\n\n\n\n<p>Falta-nos o impulso individual e coletivo de dizer basta no tempo e local pr\u00f3prios, falta-nos erguermo-nos dos escombros, reconstruir e n\u00e3o viver na ilus\u00e3o que nos levar\u00e1 do sonho ao pesadelo. <\/p>\n\n\n\n<p>Digo com toda for\u00e7a um n\u00e3o \u00e0 mentira, movo-me para dignificar a cidadania, penso no que j\u00e1 fomos para interiorizar o que podemos ser, n\u00e3o permito que me anestesiem para que decidirem por mim, deixo a tribo congestionar-se com futebol, na intriga, na inveja, penso na minha e nossa sa\u00fade, n\u00e3o permitirei que destruam a educa\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia que me resta, n\u00e3o permitirei que vivam abutres em pal\u00e1cios \u00e0 nossa custa, abandono a l\u00f3gica de quem j\u00e1 tem tudo, aciono a din\u00e2mica de querer mais ainda, a tudo que tenha direito e pelo que labuto. <\/p>\n\n\n\n<p>Deve-se ao fil\u00f3sofo Calvinista, Jean Jacques Rousseau (1712-1778), os ideais proclamados por Ren\u00e9 Louis de Girardin, Marqu\u00eas de Vauvray, em 1791, ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa de 1789, &#8220;LIBERT\u00c9-\u00c9GALIT\u00c9-FRATERNIT\u00c9&#8221;, Liberdade, Igualdade, Fraternidade. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 not\u00f3rio, declaradamente not\u00f3rio, que os abutres esfomeados queiram podrid\u00e3o, ridicularizam a Justi\u00e7a, banalizam o Parlamento, parecem canibais atr\u00e1s de Fernando Miala, porque j\u00e1 t\u00eam confrontos no pal\u00e1cio, entre o portugu\u00eas Carlos Feij\u00f3 e o angolano Isaac dos Anjos. <\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do pragmatismo do Senhor Presidente da Rep\u00fablica, h\u00e1 dois pilares reconhecidos nacional e internacionalmente, de garantia de estabilidade e guardi\u00f5es da estabilidade, as For\u00e7as Armadas e o SINSE, que s\u00e3o dois pilares que conferem ao Estado, a Democracia e o Direito. <\/p>\n\n\n\n<p>Uma Nova Rep\u00fablica n\u00e3o tem nomes, tem institui\u00e7\u00f5es, a Constitui\u00e7\u00e3o tem de servir o Pa\u00eds, no quadro da escola s\u00f3 podemos aprender o novo apagando o velho, basta ter o professor para definir o rumo. <\/p>\n\n\n\n<p>Pela Nova Rep\u00fablica\u2026!!!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Procuram-se solu\u00e7\u00f5es em todo mundo, dogmas moribundos, utopias cristalizadas, confrontam-se no modernismo o pragmatismo e a anarquia. 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