{"id":10556,"date":"2023-07-07T15:15:07","date_gmt":"2023-07-07T14:15:07","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=10556"},"modified":"2023-07-10T15:08:58","modified_gmt":"2023-07-10T14:08:58","slug":"o-que-e-a-nova-republica-ensaio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=10556","title":{"rendered":"O que \u00e9 a Nova Rep\u00fablica? ENSAIO"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-drop-cap\">A Nova Rep\u00fablica, que temos defendido nas colunas deste jornal com veem\u00eancia, \u00e9 acima de tudo, uma rep\u00fablica do esp\u00edrito. Luta por um novo esp\u00edrito com energia, coragem, aud\u00e1cia, e entusiasmo por um pa\u00eds novo. <\/p>\n\n\n\n<p>O esp\u00edrito angolano deve sair da constante luta fratricida e das interfer\u00eancias externas, assumindo a sua independ\u00eancia e apontando um caminho de futuro, baseado do progresso, na modernidade e ac\u00e7\u00e3o.<br>A c\u00f3pia dos modelos estrangeiros deve terminar, bem como a atrac\u00e7\u00e3o fatal por outras capitais e pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>O desejo de dupla vingan\u00e7a que se vive em Angola, vingan\u00e7a daqueles que perderam a guerra civil e n\u00e3o aceitam viver numa sociedade plural e tolerante, e vingan\u00e7a daqueles que julgavam que tinham direito ao saque por ter ganho a mesma guerra, e agora perceberam que n\u00e3o \u00e9 assim, deve ser erradicado.<br>A democracia transformou-se em demagogia tir\u00e2nica, a liberdade de express\u00e3o em insulto e not\u00edcias falsas, as liberdades fundamentais em anarquia perturbante.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo isto deve ser deixado para tr\u00e1s e constru\u00edda uma Nova Rep\u00fablica com pessoas viradas para o futuro, para a prosperidade, para o desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p>As ac\u00e7\u00f5es, as normas e as leis devem estar orientadas para o bem comum, perspectivando acima de tudo o bem e a justi\u00e7a. Todos devem ser vistos como membros duma comunidade de povos em que a cada direito corresponde um dever, e que o princ\u00edpio b\u00e1sico da autoridade \u00e9 a promo\u00e7\u00e3o do bem comum. Mais do que democr\u00e1tico o governo deve resultar do consentimento popular e n\u00e3o da manipula\u00e7\u00e3o desinformativa.<\/p>\n\n\n\n<p>O esp\u00edrito, o pensamento racional, a ac\u00e7\u00e3o objectiva, devem ocupar um lugar cimeiro na Nova Rep\u00fablica.<br>Paz, Justi\u00e7a e Abund\u00e2ncia ser\u00e3o as palavras da Nova Rep\u00fablica. Autoridade rumo ao bem comum, a b\u00fassola do poder.<\/p>\n\n\n\n<p>A Nova Rep\u00fablica n\u00e3o implica uma nova constitui\u00e7\u00e3o. Pode ter uma nova constitui\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m permanecer a que est\u00e1, desde que aplicada em toda a sua extens\u00e3o, limites e recantos. Ou pode apenas haver uma revis\u00e3o alargada da constitui\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Sendo at\u00e9 poss\u00edvel acabar com qualquer constitui\u00e7\u00e3o, e criar uma s\u00e9rie de leis org\u00e2nicas que orientem o pa\u00eds at\u00e9 existir de baixo para cima a necessidade de uma constitui\u00e7\u00e3o. A constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o elemento definidor da Nova Rep\u00fablica, o esp\u00edrito \u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Angola j\u00e1 perdeu demasiado tempo com guerras, inimizades e vingan\u00e7as. O bem comum tem sido deixado para tr\u00e1s, as necessidades da popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m.<br>Queremos uma Nova Rep\u00fablica, pac\u00edfica, justa e abundante. Queremos Angola.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Nova Rep\u00fablica, que temos defendido nas colunas deste jornal com veem\u00eancia, \u00e9 acima de tudo, uma rep\u00fablica do esp\u00edrito. 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