{"id":10505,"date":"2023-07-01T14:59:41","date_gmt":"2023-07-01T13:59:41","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=10505"},"modified":"2023-07-06T14:55:55","modified_gmt":"2023-07-06T13:55:55","slug":"o-direito-de-manifestacao-e-os-outros-direitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=10505","title":{"rendered":"O abuso do direito de manifesta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-drop-cap\">Percebe-se que a oposi\u00e7\u00e3o ilegal est\u00e1 a apostar em manifesta\u00e7\u00f5es sucessivas para impedir o normal funcionamento das institui\u00e7\u00f5es. Instru\u00eddos por juristas superficiais acham que o direito de manifesta\u00e7\u00e3o \u00e9 total e n\u00e3o tem limites. <\/p>\n\n\n\n<p>Nada mais falso. Em Angola como em qualquer pa\u00eds civilizado o direito de manifesta\u00e7\u00e3o tem limites. Lembremo-nos o que diz o artigo 47.\u00ba da CRA. No n. 1 estabelece que \u00e9  garantida a todos os cidad\u00e3os a liberdade de reuni\u00e3o e de manifesta\u00e7\u00e3o pac\u00edfica e sem armas, sem necessidade de qualquer autoriza\u00e7\u00e3o e nos termos da lei. E no n\u00famero 2 adiciona que as reuni\u00f5es e manifesta\u00e7\u00f5es em lugares p\u00fablicos carecem de pr\u00e9via comunica\u00e7\u00e3o \u00e0 autoridade competente, nos termos e para os efeitos estabelecidos por lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos aqui v\u00e1rios limites. Em primeiro lugar as manifesta\u00e7\u00f5es devem obedecer \u00e0 lei, em segundo lugar devem ser pac\u00edficas e sem armas. E em terceiro lugar, devem ser comunicadas \u00e0s autoridades para cumprimento das disposi\u00e7\u00f5es legais (hor\u00e1rios, circuitos, etc). Portanto, n\u00e3o h\u00e1 um direito absoluto \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>E mais do que isso, o direito \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o tem de respeitar os outros direitos fundamentais e a ordem constitucional. Desde logo, n\u00e3o s\u00e3o permitidas manifesta\u00e7\u00f5es com o intuito de derrubar os \u00f3rg\u00e3os soberanos ou exercerem coac\u00e7\u00e3o sobre os mesmos. Al\u00e9m disso, a paz e a ordem p\u00fablica e tranquilidade, esteios do Estado angolano (art.\u00ba 11 da CRA) n\u00e3o podem ser constantemente colocados em causa pelas manifesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Este aspecto leva-nos ao actual problema. A repeti\u00e7\u00e3o constante de manifesta\u00e7\u00f5es de forma sistem\u00e1tica e politizada tentando desestabilizar a paz e tranquilidade p\u00fablicas de maneira premeditada e constante viola a constitui\u00e7\u00e3o. Uma coisa s\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es exercidas dentro dum quadro de normalidade. Outra coisa s\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es que querem perturbar permanentemente o funcionamento do pa\u00eds. Quando chegamos a\u00ed, n\u00e3o h\u00e1 direito. H\u00e1 abuso de direito.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O que se verifica neste momento com chamadas a manifesta\u00e7\u00f5es com o intuito de derrubar o governo, n\u00e3o \u00e9 um direito constitucional, \u00e9 um abuso de direito que viola a lei suprema do pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Percebe-se que a oposi\u00e7\u00e3o ilegal est\u00e1 a apostar em manifesta\u00e7\u00f5es sucessivas para impedir o normal funcionamento das institui\u00e7\u00f5es. Instru\u00eddos por juristas superficiais acham que o direito de manifesta\u00e7\u00e3o \u00e9 total e n\u00e3o tem limites. Nada mais falso. Em Angola como em qualquer pa\u00eds civilizado o direito de manifesta\u00e7\u00e3o tem limites. 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