{"id":10074,"date":"2023-04-30T09:58:30","date_gmt":"2023-04-30T08:58:30","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=10074"},"modified":"2023-05-04T09:07:04","modified_gmt":"2023-05-04T08:07:04","slug":"a-nevoa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=10074","title":{"rendered":"A n\u00e9voa"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-drop-cap\">H\u00e1 um fen\u00f3meno estranho a ocorrer em Angola ao n\u00edvel da comunica\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>O governo tem uma s\u00e9rie de sucessos, desde logo na estabiliza\u00e7\u00e3o da economia, depois do desastre dos anos finais de Eduardo dos Santos. O PIB est\u00e1 a crescer, a infla\u00e7\u00e3o reduzida imensamente, o c\u00e2mbio flutua, o or\u00e7amento est\u00e1 equilibrado, a d\u00edvida p\u00fablica controlada. S\u00e3o poucos os pa\u00edses que se podem orgulhar de tais feitos. <\/p>\n\n\n\n<p>Em simult\u00e2neo, v\u00e1rias obras infra-estruturais (aeroporto de Luanda, barragens, abastecimento de \u00e1gua e electricidade, etc.) est\u00e3o em curso, e o pa\u00eds afirma-se a n\u00edvel externo como uma refer\u00eancia na \u00c1frica Austral, ponto de paragem de todos os dignat\u00e1rios internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>E, no entanto, as boas not\u00edcias e resultados do governo s\u00e3o encobertos por uma n\u00e9voa comunicacional que dita uma agenda negativa e torna tudo obscuro, focando a opini\u00e3o p\u00fablica em intentonas e inventonas de m\u00e1s not\u00edcias. Existe um filtro negativo que impede que as boas not\u00edcias fa\u00e7am o seu caminho.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa n\u00e9voa que forma a peneira que filtra o positivo e incentiva o negativo funciona nas redes sociais de forma intensa, havendo claramente uma &#8220;tropa&#8221; de soldados digitais (e filhos-fam\u00edlia descontentes por j\u00e1 n\u00e3o comprarem champanhe em Paris) sempre a disseminar hist\u00f3rias negativas, seja no Facebook, grupos WhatsApp, TikTok, etc. <\/p>\n\n\n\n<p>Tal &#8220;tropa&#8221; \u00e9 complementada por uma s\u00e9rie de jornalistas e activistas que usam as r\u00e1dios e as suas colunas para espalhar a negatividade (n\u00e3o vale a pena dizer nomes, todos sabemos quem s\u00e3o e que est\u00e3o pagos por v\u00e1rios oligarcas e financeiros com saudades do passado) e tem a fechar o c\u00edrculo v\u00e1rias ag\u00eancias noticiosas estrangeiras, portuguesas, alem\u00e3s, americanas, que abdicando da objectividade e independ\u00eancia, procuram apenas aquilo e aqueles que est\u00e3o dispon\u00edveis para dizer mal do governo. S\u00f3 os radicais t\u00eam voz. Os moderados ou imparciais s\u00e3o mal tolerados e geralmente erradicados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 esta a n\u00e9voa que transforma o bom em mau, que transmite uma sempre permanente imagem negativa de Angola.<\/p>\n\n\n\n<p>Obviamente, que este \u00e9 um combate pol\u00edtico e o governo tem de perceber isso e reagir. N\u00e3o o fazendo, at\u00e9 Angola se pode tornar no melhor pa\u00eds do mundo, mas a n\u00e9voa assegurar\u00e1 que s\u00f3 sair\u00e3o not\u00edcias negativas.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 que abrir os olhos e deixar passar o Sol. H\u00e1 que transmitir as boas not\u00edcias, que existem e s\u00e3o muitas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 um fen\u00f3meno estranho a ocorrer em Angola ao n\u00edvel da comunica\u00e7\u00e3o. O governo tem uma s\u00e9rie de sucessos, desde logo na estabiliza\u00e7\u00e3o da economia, depois do desastre dos anos finais de Eduardo dos Santos. 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