{"id":10010,"date":"2023-04-21T12:46:07","date_gmt":"2023-04-21T11:46:07","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=10010"},"modified":"2023-04-24T13:57:52","modified_gmt":"2023-04-24T12:57:52","slug":"alo-pgr-de-angola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadeangola.org\/?p=10010","title":{"rendered":"Al\u00f4 PGR de Angola"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-drop-cap\">Passou despercebido, mas em dias recentes um tribunal superior portugu\u00eas tomou uma decis\u00e3o mort\u00edfera para a PGR angolana, a prop\u00f3sito dos bens de Isabel dos Santos. <\/p>\n\n\n\n<p>O tribunal de Lisboa deu raz\u00e3o \u00e0 Caixa Geral de Dep\u00f3sitos (CGD) portuguesa, autorizando a venda de ac\u00e7\u00f5es da holding Zopt de Isabel dos Santos, que o banco penhorou para pagamento de 6,2 milh\u00f5es de euros de d\u00edvidas dela.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema, e aqui entra a PGR de Angola, \u00e9 que sobre essas a\u00e7\u00f5es penhoradas existia j\u00e1 um &#8220;congelamento&#8221; preventivo de 2020 por parte de Angola. E em 2022, a institui\u00e7\u00e3o ainda dirigida por Pita Groz em 2022 requereu ao tribunal de  execu\u00e7\u00e3o de Lisboa que suspendesse a venda dessas a\u00e7\u00f5es pela CGD considerando que isso poderia p\u00f4r em causa o arresto a favor do Estado Angolano, o que foi atendido, inicialmente, pelo tribunal. <\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a CGD de Portugal recorreu e a justi\u00e7a portuguesa considerou que o arresto preventivo de Angola n\u00e3o pode prevalecer sobre a penhora e que o of\u00edcio de Angola para impedir a execu\u00e7\u00e3o com a venda dos bens a favor da CGD n\u00e3o \u00e9 relevante, porque o banco luso n\u00e3o tem de estar a aguardar  <strong>meses ou mesmo anos at\u00e9 que o processo-crime angolano, no \u00e2mbito do qual foram arrestadas as a\u00e7\u00f5es, chegue ao seu termo<\/strong> ou se levante o arresto decretado.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 aqui uma vergonha para a PGR de Angola. Um tribunal portugu\u00eas, pura e simplesmente, est\u00e1-se nas tintas para um arresto angolano a bens de Isabel dos Santos, porque o processo em Angola est\u00e1 demorado. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 verdade, a demora angolana \u00e9 insustent\u00e1vel. Mas, o ir\u00f3nico \u00e9 que a justi\u00e7a portuguesa consegue ser muito mais lenta do que a angolana. Os seus processos-crime contra famosos arrastam-se durante d\u00e9cadas. <\/p>\n\n\n\n<p>Nessa medida, esta decis\u00e3o \u00e9 vergonhosa para Angola, mas tamb\u00e9m demonstra uma hipocrisia grande da justi\u00e7a portuguesa.<\/p>\n\n\n\n<p>No fundo, enquanto a PGR angolana dorme, Portugal segue uma estrat\u00e9gia (j\u00e1 vista com a Efacec) de ir ficando com os bens de Isabel dos Santos para si mesmo e as suas institui\u00e7\u00f5es. \u00c9 muito curioso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Passou despercebido, mas em dias recentes um tribunal superior portugu\u00eas tomou uma decis\u00e3o mort\u00edfera para a PGR angolana, a prop\u00f3sito dos bens de Isabel dos Santos. 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